Governador teve candidatura oficializada em convenção do PSD na Assembleia Legislativa e criticou adversários em discurso após o evento
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, teve neste domingo (2 de agosto) sua candidatura à reeleição confirmada oficialmente pelo PSD. A convenção estadual do partido ocorreu na sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, e reuniu lideranças partidárias e apoiadores do governador.
Simões assumiu o governo mineiro em 22 de março deste ano, após a renúncia de Romeu Zema, que deixou o cargo para concorrer à Presidência da República. Antes disso, Simões já ocupava a vice-governadoria desde 2023, ao lado de Zema, e havia atuado também como secretário-geral do estado entre 2020 e 2022.
Coligação reúne quatro partidos
A chapa que sustenta a candidatura de Simões é formada por PSD, Novo, Democracia Cristã (DC) e Avante. A adesão do Avante à coligação foi confirmada apenas um dia antes da convenção, em convenção partidária própria realizada na sexta-feira (31 de julho), também na ALMG. Em Minas Gerais, a sigla é comandada por Igor Eto, que já havia atuado como secretário de Governo na gestão de Zema.
Durante a convenção do PSD, o partido também homologou a candidatura à reeleição do senador Carlos Viana. Ainda restam definições em aberto para a chapa, como a segunda vaga ao Senado e o nome que disputará a vice-governadoria, decisões que devem ser fechadas nos próximos dias, já que o prazo legal para ajustes nas convenções vai até 15 de agosto.
Discurso marcado por críticas a adversários
Em seu pronunciamento após a confirmação, Simões fez um balanço de sua gestão e da administração anterior, sob comando de Zema, do qual foi vice. O governador afirmou que Minas Gerais deixou de ser, em suas palavras, um estado que dizia não ao povo e sim aos aliados do poder, defendendo que o novo modelo de gestão priorizou o pagamento em dia de salários públicos.
O governador também dirigiu críticas a adversários no cenário eleitoral de 2026, sem citar diretamente todos os nomes visados. Ele mencionou a presença de “oportunistas de plantão” na política mineira e classificou algumas articulações em torno da montagem de chapas concorrentes como arranjos dignos de filme de terror. A fala foi interpretada como uma referência indireta ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro, que rompeu recentemente com o grupo governista.
Calendário eleitoral em Minas Gerais
As convenções partidárias para definição de candidaturas em todo o país precisam ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme determina a legislação eleitoral vigente para o pleito deste ano. Alterações pontuais nas chapas, no entanto, ainda podem ser feitas até 15 de agosto, um dia antes do início oficial da propaganda eleitoral.
A eleição para governador de Minas Gerais está marcada para 4 de outubro, quando os mineiros também escolherão dois senadores, deputados federais e estaduais. Caso nenhum candidato ao governo alcance maioria dos votos válidos no primeiro turno, um segundo turno está previsto para 25 de outubro.
Com a candidatura oficializada, o governador entra na fase mais decisiva da disputa, período em que partidos costumam intensificar agendas públicas e ampliar a exposição de seus candidatos junto ao eleitorado mineiro, especialmente conforme se aproxima o início da propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão.
Fontes:
O TEMPO
Por Dentro de Minas