Balanço divulgado durante o Agosto Dourado mostra que mais de 7 mil mulheres fizeram doações no estado, beneficiando 7,2 mil recém-nascidos entre janeiro e junho
Minas Gerais coletou 7.615,2 litros de leite humano no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR). Entre janeiro e junho, 7.092 mulheres realizaram doações no estado, contribuindo para o atendimento de 7.220 recém-nascidos. Os números foram divulgados em meio ao Agosto Dourado, período dedicado à conscientização e ao incentivo ao aleitamento materno. (Hoje em Dia)
O volume demonstra a importância dos bancos de leite para a assistência neonatal em Minas Gerais. As doações são destinadas principalmente a bebês prematuros ou com baixo peso internados em unidades neonatais e que, por diferentes razões, não conseguem receber temporariamente o leite diretamente de suas mães. (Hoje em Dia)
Mais de 7 mil mulheres fizeram doações
Ao todo, 7.092 doadoras participaram da rede mineira durante os primeiros seis meses de 2026. O leite arrecadado passou pelos procedimentos necessários de controle antes de chegar aos recém-nascidos atendidos pelas unidades de saúde.
A quantidade de crianças beneficiadas também foi expressiva: 7.220 recém-nascidos receberam leite humano doado em Minas no período. A atuação da rede permite direcionar o alimento para pacientes que apresentam maior necessidade nutricional e clínica. (Hoje em Dia)
Leite passa por controle antes da distribuição
O leite entregue aos bancos não é encaminhado diretamente aos bebês. Depois da coleta, o material passa por etapas de seleção, pasteurização e controle de qualidade para garantir condições adequadas de segurança antes da distribuição.
Segundo informações do Ministério da Saúde citadas no balanço, um litro de leite humano doado pode contribuir para alimentar até dez recém-nascidos por dia, dependendo das necessidades nutricionais de cada bebê. (Hoje em Dia)
A prioridade é dada especialmente aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso hospitalizados em Unidades de Terapia Intensiva neonatais. Nesses casos, pequenas quantidades podem ter papel importante na alimentação durante um período particularmente delicado do desenvolvimento.
Rede também oferece assistência às mães
A atuação dos bancos de leite não se resume à coleta. Em Minas Gerais, as unidades registraram 60.681 atendimentos individuais a lactantes no primeiro semestre.
Também foram contabilizados 13.341 atendimentos em grupo e 13.748 visitas domiciliares entre janeiro e junho. Esses serviços incluem orientações relacionadas à amamentação, ordenha, armazenamento e outras dificuldades que podem surgir durante o aleitamento. (Hoje em Dia)
A assistência permite que mulheres recebam acompanhamento especializado e, quando possuem produção superior à necessidade dos próprios filhos, sejam orientadas sobre a possibilidade de se tornarem doadoras.
Brasil supera 131 mil litros coletados
O balanço também apresenta os números nacionais. No primeiro semestre de 2026, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano coletou 131.211,9 litros em todo o país.
Foram registradas 99.437 doadoras e 122.930 receptores. Além da distribuição do leite, as unidades brasileiras realizaram mais de 1,18 milhão de assistências individuais, aproximadamente 268,7 mil atendimentos coletivos e mais de 133 mil visitas domiciliares no período. (Hoje em Dia)
Os números mostram a dimensão da estrutura brasileira de apoio ao aleitamento e assistência neonatal, que combina coleta e processamento do leite com orientação às mulheres.
Prematuridade aumenta importância das doações
Cerca de 330 mil crianças nascem prematuras ou com baixo peso todos os anos no Brasil, segundo estimativa do Ministério da Saúde reproduzida no levantamento. Atualmente, a rede de doação consegue suprir aproximadamente 45% da necessidade desse público. (Hoje em Dia)
Esse cenário ajuda a explicar por que campanhas de incentivo à doação continuam sendo realizadas. A ampliação do número de doadoras pode aumentar a capacidade dos bancos de atender recém-nascidos hospitalizados.
Quem pode doar leite humano?
Mulheres saudáveis que estejam amamentando e apresentem produção de leite superior à necessidade do próprio bebê podem procurar um Banco de Leite Humano ou um Posto de Coleta integrante da rede.
Antes da doação, profissionais fazem uma avaliação das condições de saúde da mulher e verificam, entre outros aspectos, eventual utilização de medicamentos. A doadora também recebe orientações sobre higiene, ordenha, armazenamento e conservação do leite. (Hoje em Dia)
Depois da coleta, o material fica sob responsabilidade do banco de leite, que realiza o processamento, controle de qualidade e posterior distribuição para os serviços hospitalares.
Agosto Dourado reforça conscientização
A divulgação do balanço ocorre durante o Agosto Dourado, campanha voltada à promoção e ao apoio ao aleitamento materno. Durante o mês, ações realizadas em diferentes regiões do país procuram ampliar o acesso à informação e estimular a participação de novas doadoras.
Em Minas Gerais, os resultados do primeiro semestre mostram que milhares de mulheres já contribuíram para a manutenção dos estoques e para o atendimento de recém-nascidos.
Apesar dos mais de 7,6 mil litros coletados no estado, a necessidade permanente dos hospitais faz com que a entrada de novas doadoras continue importante. Como o leite humano possui prazo de armazenamento e a demanda das unidades neonatais é contínua, a manutenção dos estoques depende de doações regulares.
Com 7.615,2 litros arrecadados, 7.092 doadoras e 7.220 recém-nascidos atendidos somente nos seis primeiros meses de 2026, Minas Gerais mantém uma participação relevante na rede de bancos de leite e reforça, durante o Agosto Dourado, a importância da doação para a assistência neonatal. (Hoje em Dia)
Fonte: Hoje em Dia — balanço publicado em 13 de agosto de 2026