Inclusão de pessoas com deficiência ganha destaque em Belo Horizonte no Setembro Verde

Daphne Vercelli
Por Daphne Vercelli Brasil
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Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência reforça serviços, acessibilidade e combate ao capacitismo na capital mineira.

Belo Horizonte amplia nesta segunda-feira (21) as ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência. A data marca o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e integra a programação do Setembro Verde, campanha que, em 2026, tem como tema “BH sem capacitismo: pelo respeito e protagonismo das pessoas com deficiência”. A iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte reúne atividades de conscientização, cultura, assistência social e debate sobre acessibilidade ao longo do mês. (Prefeitura de Belo Horizonte)

O tema ganhou atenção especial na capital porque a inclusão não depende apenas de campanhas, mas também do acesso a serviços públicos, transporte, educação, trabalho, cultura e espaços urbanos. Nesta segunda-feira, reportagem da Itatiaia destacou os desafios enfrentados por pessoas com deficiência no cotidiano de BH e os serviços mantidos pelo município. (Rádio Itatiaia) Para o morador, a principal dúvida é saber quais iniciativas estão disponíveis e como a cidade vem trabalhando para reduzir barreiras de participação social.

Setembro Verde amplia debate sobre inclusão em Belo Horizonte

O Setembro Verde é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte desde 2017 e tem como objetivo dar visibilidade aos direitos das pessoas com deficiência. Em 2026, a campanha municipal concentra esforços no combate ao capacitismo, definido pela própria Prefeitura como o preconceito que atribui menor valor, capacidade ou autonomia a alguém em razão de sua deficiência. A programação envolve diferentes áreas da administração pública e organizações parceiras, incluindo atividades em Centros de Referência de Assistência Social, equipamentos culturais e espaços de participação comunitária. (Prefeitura de Belo Horizonte)

A programação também busca aproximar o tema do cotidiano dos moradores. Entre as ações previstas estão rodas de conversa, oficinas, apresentações culturais, atividades de formação e iniciativas relacionadas à acessibilidade. Nesta segunda-feira (21), por exemplo, a programação inclui atividades culturais e de inclusão, como uma apresentação em Língua Brasileira de Sinais na Escola Estadual Francisco Sales e ações do festival Acessa BH em diferentes pontos da cidade. A Prefeitura informa que parte da programação é gratuita e pode ser consultada na página oficial do Setembro Verde. (Prefeitura de Belo Horizonte)

A escolha do capacitismo como tema central procura chamar atenção para obstáculos que nem sempre são visíveis. Uma calçada sem condições adequadas de circulação, a ausência de recursos de acessibilidade em um serviço ou uma atitude que desconsidere a autonomia de uma pessoa também podem dificultar a participação social. Segundo a Prefeitura, a campanha pretende justamente estimular a identificação dessas barreiras e transformar o reconhecimento do problema em ações concretas de inclusão. (Prefeitura de Belo Horizonte)

Para acompanhar a programação oficial, o morador pode consultar a página do Setembro Verde da Prefeitura de Belo Horizonte, que reúne atividades e informações sobre as ações municipais. A iniciativa também mostra que a discussão sobre inclusão em BH ultrapassa a assistência social e envolve cultura, mobilidade, educação e participação comunitária.

Quais serviços estão disponíveis para pessoas com deficiência em BH

Além das ações de conscientização, Belo Horizonte mantém serviços destinados a pessoas com deficiência e suas famílias. Na área da assistência social, a Prefeitura informa que equipamentos como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) participam das atividades do Setembro Verde. Esses espaços podem atuar na orientação sobre direitos, acesso a benefícios e integração das famílias à rede de proteção social. (Prefeitura de Belo Horizonte)

Outro ponto de interesse para quem vive na capital é a mobilidade urbana. A Prefeitura mantém o Cartão BHBUS Benefício Inclusão, destinado a pessoas com deficiência física, mental, auditiva ou visual e pessoas autistas que atendam aos critérios estabelecidos pelas normas municipais. O benefício permite a utilização gratuita do transporte coletivo por ônibus de Belo Horizonte, e o município disponibiliza orientações para solicitação, segunda via, recurso de perícia e acesso ao laudo correspondente. (Prefeitura de Belo Horizonte)

As informações para solicitar o benefício estão reunidas no serviço oficial de Gratuidade da Prefeitura de Belo Horizonte. A página também apresenta orientações sobre a Credencial de Estacionamento Reservado, outro recurso relacionado à mobilidade de pessoas com deficiência. Para quem depende do transporte público diariamente, conhecer esses mecanismos pode fazer diferença no acesso ao trabalho, escola, atendimento de saúde e atividades de lazer.

A inclusão também aparece na agenda de emprego da capital. A Prefeitura prevê um Feirão de Emprego, Oportunidades e Inclusão para outubro, com estimativa de mais de 3 mil vagas em diferentes segmentos. Segundo o município, haverá atendimento específico para pessoas com deficiência, além de encaminhamentos para cursos de qualificação profissional. (Prefeitura de Belo Horizonte)

Por que o Dia Nacional de Luta chama atenção para acessibilidade

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é celebrado em 21 de setembro e representa um momento de mobilização em torno de direitos, acessibilidade e participação social. Em Minas Gerais, a Assembleia Legislativa também aderiu à data: entre sexta-feira (18) e esta segunda-feira (21), o Palácio da Inconfidência, em Belo Horizonte, recebeu iluminação verde como forma de conscientização. A ALMG destaca que a data foi instituída pela Lei Federal 11.133, de 2005. (Assembleia Legislativa de Minas Gerais)

A movimentação em BH ocorre em um momento de atenção nacional para as desigualdades enfrentadas por pessoas com deficiência. Dados divulgados pelo IBGE em setembro de 2026 mostram diferenças importantes em áreas como educação, condições de moradia e acesso a serviços. Entre jovens de 15 a 29 anos, por exemplo, a taxa de analfabetismo registrada pelo Censo de 2022 foi de 12,2% entre pessoas com deficiência, contra 1% entre aquelas sem deficiência. (Folha de S.Paulo)

Esses números ajudam a dimensionar por que políticas de acessibilidade não se limitam à adaptação física de prédios ou calçadas. Educação, emprego, renda, transporte, comunicação e acesso à informação também fazem parte da discussão. Em uma cidade do tamanho de Belo Horizonte, as barreiras podem aparecer tanto em grandes equipamentos públicos quanto em situações simples do cotidiano, como atravessar uma rua, utilizar um ônibus ou acessar um serviço.

A própria programação do Setembro Verde procura abordar diferentes dimensões dessa realidade. Segundo a Prefeitura, as ações de 2026 foram organizadas para ampliar a discussão sobre direitos, autonomia e protagonismo, além de estimular o enfrentamento do capacitismo. A programação inclui atividades culturais, debates e iniciativas de orientação, aproximando o tema de diferentes regiões e públicos da capital. (Prefeitura de Belo Horizonte)

Para o mineiro que busca informações práticas, o principal ponto é saber que existem canais públicos voltados à orientação e ao acesso a benefícios. A Prefeitura disponibiliza informações sobre transporte gratuito, enquanto a rede de assistência social oferece atendimento por meio de seus equipamentos. A programação do Setembro Verde também pode ajudar moradores a encontrar atividades e debates relacionados à acessibilidade em BH. (Prefeitura de Belo Horizonte)

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, portanto, coloca em evidência uma discussão que permanece durante todo o ano. Em Belo Horizonte, as ações do Setembro Verde procuram conectar conscientização, serviços públicos, cultura e participação social. Para acompanhar iniciativas e serviços, o caminho mais seguro é consultar diretamente os canais oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A inclusão depende tanto de políticas públicas quanto da redução das barreiras que ainda fazem parte da rotina de muitos moradores.

Fontes: