Primeiro emprego em empresa regional e as três portas de entrada: Balcão, estoque e assistência técnica

Daphne Vercelli
Por Daphne Vercelli Notícias
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Fredy da Silva Gonçalves Bento

Para muitos jovens, a primeira carteira assinada nasce numa empresa do bairro, e não numa multinacional. O empreendedor Fredy da Silva Gonçalves Bento, que soma mais de duas décadas de empreendedorismo, é CEO da Litoral Mobilidade, rede de lojas de mobilidade elétrica no litoral paulista, e frisa que comparar as portas de entrada que uma empresa desse tipo oferece ajuda o jovem a escolher onde começar, e ajuda quem contrata a formar equipes melhores.

Três portas de entrada, três aprendizados diferentes

Em uma rede de lojas de varejo, o primeiro emprego costuma chegar por três caminhos: o atendimento ao público; o estoque e a logística; e a assistência técnica. Cada um exige habilidades distintas. O atendimento ensina a ouvir o consumidor, a explicar um produto sem jargão e a lidar com dúvida e reclamação. O estoque ensina método, conferência e responsabilidade com o que não é seu. A assistência técnica pede paciência para aprender uma ferramenta nova e atenção a detalhes que o consumidor nunca vê.

Na avaliação de Fredy da Silva Gonçalves Bento, a escolha da porta de entrada pesa menos do que a disposição de aprender o negócio inteiro com o tempo. O jovem que começa no balcão e entende como o produto chega à loja, ou que começa no estoque e passa a perceber o que o consumidor pergunta, tende a crescer com mais segurança do que quem se fecha numa função só.

Geração de empregos: vaga aberta não é o mesmo que oportunidade

Contratar não é a mesma coisa que formar. Uma vaga aberta resolve a necessidade imediata da empresa, mas a oportunidade de verdade aparece quando há treinamento, acompanhamento e alguém que explique o porquê das tarefas. Em empresas regionais em expansão, o jovem sem experiência anterior costuma aprender na prática, ao lado de colegas mais antigos, e esse convívio vale tanto quanto qualquer curso.

A liderança que fica perto da operação costuma enxergar cedo quem tem vontade de aprender e quem precisa de mais apoio. Será que o primeiro emprego deveria ser medido pelo salário inicial? Em geral, o que mais pesa é o quanto o trabalhador leva de bagagem para a função seguinte, seja na mesma empresa, seja em outra.

Na interpretação de Fredy da Silva Gonçalves Bento, nenhuma das três portas é melhor em termos absolutos, porque cada uma ensina um lado diferente do negócio. Quem passa por mais de uma costuma sair com uma visão mais completa do que é fazer uma empresa funcionar e aprende a reconhecer o que pesa em cada escolha.

Um setor que ainda forma seus profissionais na mobilidade urbana

O mercado de veículos elétricos leves é novo, e isso tende a mudar a conta para quem está começando. Num setor ainda em formação, é comum que as empresas precisem preparar técnicos, vendedores e equipes de apoio por conta própria. Para o jovem, a falta de um histórico consolidado pode deixar de ser um obstáculo e virar uma chance de entrar cedo numa área que ainda está se organizando.

Segundo Fredy da Silva Gonçalves Bento, a Litoral Mobilidade passou de uma empresa de mobilidade elétrica a uma rede de lojas no litoral paulista, hoje com mais de 40 colaboradores, e o projeto atual é se tornar uma rede de franquias com expansão nacional. Em empresas que crescem assim, a abertura de novas unidades tende a criar funções que antes não existiam, e quem já conhece a operação costuma ser lembrado quando elas surgem.

Para quem busca o primeiro emprego, a recomendação geral é comparar com calma: perguntar como será o treinamento, quem acompanhará os primeiros meses e que caminhos existem depois da função inicial. Para quem contrata, o recado é o inverso: oferecer método, paciência e clareza sobre o que se espera. O primeiro emprego bem conduzido forma um profissional, e é isso que sustenta uma empresa regional quando ela cresce.