Em uma visita ao Vaticano, Antonella Giancoli, da Benarrivati, inclui a Pinacoteca Vaticana entre os espaços que podem ficar de fora dos roteiros mais rápidos. Reunida em um edifício próprio, a coleção guarda a última pintura de Rafael e uma obra inacabada de Leonardo da Vinci
Depois de cruzar a entrada dos Museus Vaticanos, muitos visitantes concentram o percurso nas galerias mais conhecidas e na chegada à Capela Sistina. A Pinacoteca Vaticana, porém, ocupa um edifício próprio, construído especialmente para receber sua coleção de pinturas.
Antonella Giancoli, à frente da curadoria italiana da Benarrivati, aponta por que inclui essa parada no roteiro quando o interesse da família passa pela história da arte, mesmo sabendo que ela exige dedicar mais tempo a um complexo já extenso.
Uma ala construída especialmente para receber pinturas
Inaugurada em 1932, em um edifício projetado pelo arquiteto Luca Beltrami, a Pinacoteca Vaticana reúne cerca de 460 pinturas distribuídas em dezoito salas, organizadas segundo critérios cronológicos e por escolas artísticas.
Entre as obras estão a Transfiguração, última pintura de Rafael antes de sua morte, o Tríptico Stefaneschi, realizado por Giotto com a colaboração de sua oficina, e o São Jerônimo, de Leonardo da Vinci, deixado em diferentes estágios de execução e considerado uma fonte importante para compreender o processo criativo do artista.
Por que ela considera esse desvio parte importante do roteiro
Para Antonella, deixar de visitar a Pinacoteca Vaticana apenas por falta de tempo pode significar abrir mão de obras que merecem uma observação mais demorada dentro do próprio conjunto dos Museus Vaticanos.
“As pessoas entram nos Museus Vaticanos pensando muito na Capela Sistina, e é claro que ela é uma parte fundamental da visita. Mas gosto de reservar um tempo para a Pinacoteca, porque ali está a última pintura de Rafael e um Leonardo que ficou inacabado. São obras que merecem alguns minutos de atenção, sem que toda a visita seja construída apenas em torno do caminho até a Sistina”, diz Antonella Giancoli.
Um percurso que pede outro ritmo
A Pinacoteca oferece uma sequência concentrada na história da pintura, de obras medievais a artistas como Rafael, Leonardo, Ticiano, Veronese e Caravaggio.
Para a curadoria da Benarrivati, incluir esse espaço significa ampliar a leitura dos Museus Vaticanos para além das salas que normalmente concentram mais atenção.
Dedicar parte da visita à Pinacoteca é, para Antonella, uma forma de mostrar que o complexo guarda obras fundamentais também fora do percurso mais associado à Capela Sistina.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.