11ª edição do evento reúne mais de 200 atrações entre sábado (29) e domingo (30), com shows de Alceu Valença, Jorge Aragão e homenagens à música mineira
Belo Horizonte vive neste fim de semana um dos eventos culturais mais aguardados do calendário da capital. A 11ª Virada Cultural começou às 19h deste sábado (29) e segue ininterrupta até as 19h de domingo (30), ocupando ruas, praças e equipamentos culturais do hipercentro com uma programação gratuita que soma mais de 200 atrações, entre música, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, moda e gastronomia. O evento é promovido pela Fundação Municipal de Cultura em parceria com a H2A Soluções e Parcerias.
A proposta deste ano segue o conceito de cidade em movimento, e busca ir além dos grandes palcos, convidando o público a circular por diferentes pontos do centro e descobrir linguagens artísticas ao longo do trajeto. Da Praça da Estação ao Parque Municipal, passando pela rua da Bahia e pelo Viaduto Santa Tereza, mais de uma dezena de palcos e espaços recebem apresentações simultâneas ao longo das 24 horas de festa.
Quem são as atrações principais e onde encontrá-las
Alceu Valença e Jorge Aragão são os nomes de maior destaque na programação deste ano. O pernambucano se apresenta no sábado, às 22h40, no Palco Sesc Estação, montado na Praça da Estação, enquanto o sambista carioca sobe ao mesmo palco no domingo, às 19h20, para encerrar a Virada. Ao lado dos dois, mais de 90 artistas ligados à cena cultural mineira também fazem parte da programação, entre eles Aline Calixto, Fabinho do Terreiro, Renegado, Fran Januário, Marcelo Veronez, Manacá da Serra, Iza Sabino e Mac Julia.
A programação musical inclui ainda homenagens a nomes centrais da música brasileira e mineira. Clara Nunes é lembrada no mês de seu aniversário, com apresentação de Aline Calixto dedicada à sambista. O Clube da Esquina, movimento que colocou Belo Horizonte no mapa da música popular brasileira nas décadas de 1960 e 1970, também ganha espaço em diferentes palcos, ao lado de tributos a Vander Lee, Moacir Santos e Belchior, este último celebrado com o espetáculo “Filosofando Raul Seixas: Homenagem ao Maluco Beleza”, no Cine Theatro Brasil.
O que muda na estrutura da Virada em relação às edições anteriores
Uma das principais novidades de 2026 é o retorno do Parque Municipal à programação, após um período fora do roteiro do evento. O espaço volta a receber atividades durante as 24 horas ininterruptas da festa. Já o Teatro Francisco Nunes, patrimônio cultural de Belo Horizonte e de Minas Gerais com mais de 75 anos de história, passa a integrar oficialmente o circuito da Virada pela primeira vez, recebendo música, teatro, dança, oficinas e até uma aula-show de gastronomia em seu foyer.
Outro destaque é a estreia do Espaço Amazonas, que recebe um palco em formato 360 graus, inédito na história do evento, com o samba como protagonista da programação. A Feira Hippie de Belo Horizonte também passa por ajustes especiais para a ocasião: pela primeira vez, o setor de gastronomia da feira funciona ao longo das 24 horas completas da Virada, distribuído em três pontos tradicionais da região central, com montagem a partir das 19h de sábado e funcionamento contínuo até o encerramento no domingo.
A acessibilidade foi tratada como prioridade nesta edição, com intérpretes de Libras presentes em todos os palcos do evento. Segundo a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, a ideia por trás das mudanças foi ampliar as possibilidades de participação do público, com novas formas de circulação, ocupação de espaços e encontro entre diferentes expressões culturais da cidade.
Como funciona a mobilidade durante as 24 horas de evento
Com a festa tomando o hipercentro durante toda a madrugada, a mobilidade também recebeu atenção especial no planejamento deste ano. O transporte gratuito por meio do programa Catraca Livre foi reforçado para facilitar o deslocamento de quem deseja aproveitar a programação sem depender de veículo próprio, já que diversas vias do centro ficam fechadas para a circulação de pedestres durante o evento.
A expectativa da organização é que a Virada volte a atrair um público numeroso ao centro da capital, reforçando o papel do evento como uma das principais vitrines da cena cultural mineira. Além do line-up musical, a programação de teatro, dança e circo distribuída pelos diferentes espaços busca representar a diversidade de linguagens artísticas produzidas em Belo Horizonte e no interior do estado.
Para quem pretende participar apenas de parte da programação, a recomendação da organização é consultar previamente os horários de cada atração, já que a Virada reúne atividades simultâneas em pontos distantes entre si dentro do hipercentro. A programação gastronômica do chamado Viradão Gastronômico também reúne bares e restaurantes parceiros que estendem o funcionamento durante o evento, ampliando as opções para quem circula pela região central ao longo da madrugada.
Com o encerramento previsto para as 19h deste domingo, no show de Jorge Aragão, a 11ª Virada Cultural de Belo Horizonte deve reforçar, mais uma vez, a força da cena cultural da capital mineira, que combina tradição musical, novos artistas e ocupação criativa do espaço público em um dos eventos gratuitos mais extensos do calendário da cidade.
Fontes:
- Portal Oficial de Belo Horizonte: https://portalbelohorizonte.com.br/virada
- O Tempo: https://www.otempo.com.br/entretenimento/2026/8/28/virada-cultural-de-bh-2026-um-roteiro-pelas-mais-de-24-horas-de-programacao
- O Tempo (programação completa): https://www.otempo.com.br/entretenimento/2026/8/25/virada-cultural-de-bh-2026-confira-a-programacao-completa-por-horario-e-local
- BHAZ: https://bhaz.com.br/noticias/virada-cultural-bh-2026-programacao-completa/