Estado vai às urnas em 4 de outubro para escolher governador, dois senadores, deputados federais e estaduais, em um pleito que já tem novo chefe do Executivo mineiro desde março
Minas Gerais se prepara para um dos pleitos mais movimentados dos últimos anos. A eleição geral de 2026 será realizada no estado no domingo, 4 de outubro, quando os eleitores escolherão governador, vice-governador, dois senadores, 53 deputados federais e 77 deputados estaduais para a Assembleia Legislativa. Caso nenhum candidato ao governo alcance maioria dos votos válidos no primeiro turno, um segundo turno está previsto para o dia 25 de outubro. WikipediaWikipedia
O calendário eleitoral já está em andamento havia meses. As convenções partidárias para escolha de candidatos e coligações ocorreram entre 20 de julho e 5 de agosto, e o período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começou em 16 de agosto, seguindo até 1º de outubro. Depois da votação, um novo período de propaganda está previsto entre 9 e 23 de outubro, caso seja necessário o segundo turno. WikipediaWikipedia
Transição no governo estadual antes mesmo da eleição
Um dos fatos que mais chamou atenção neste ciclo eleitoral foi a mudança no comando do Executivo mineiro antes mesmo da votação de outubro. Mateus Simões assumiu o governo de Minas Gerais em 22 de março de 2026, sucedendo Romeu Zema, que foi reeleito em 2022 com 56,18% dos votos no primeiro turno e está impedido de disputar um terceiro mandato consecutivo à frente do estado. WikipediaWikipedia
Simões ocupava a vice-governadoria de Minas Gerais desde 2023 e, entre 2020 e 2022, atuou como secretário-geral do estado. A movimentação política em torno da sucessão também envolveu mudança partidária: o atual governador está filiado ao PSD desde 2025, depois de ter passado pelo partido Novo entre 2016 e 2025, o que ajuda a explicar parte dos arranjos de coligação que vêm sendo costurados no estado ao longo do ano. WikipediaWikipedia
Com a disputa pelo governo em aberto, o cenário eleitoral tem nomes de peso na corrida. Entre os pré-candidatos mencionados estão o próprio Mateus Simões, além de figuras como o senador Cleitinho Azevedo, o presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeuzinho, o que mostra a pluralidade de forças políticas que devem disputar o comando do estado nos próximos quatro anos. Wikipedia
O que está em jogo na Assembleia Legislativa
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o pleito de outubro também vai definir boa parte da composição da Casa para o próximo mandato. Dos 77 parlamentares atuais, 68 disputam a reeleição, cinco tentam uma vaga na Câmara dos Deputados, dois vão concorrer a cargos no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e dois decidiram não lançar candidatura neste ciclo. O número mostra que a maior parte do atual quadro de deputados estaduais deve seguir na disputa, mesmo em um ano de transição no comando do Executivo. Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Enquanto a campanha avança, a ALMG também mantém sua rotina de fiscalização e prestação de contas junto ao governo estadual. Em 2026, foram disponibilizados R$ 2,4 bilhões para emendas parlamentares impositivas estaduais, um volume de recursos que tem crescido anualmente desde 2023, reforçando o papel dos deputados estaduais na destinação de verbas para municípios mineiros justamente no ano em que muitos deles buscam a reeleição. Agência Minas Gerais
A Casa também tem investido em ferramentas de transparência para acompanhar a execução desses recursos. Um novo modelo de execução das transferências especiais em Minas passou a exigir apresentação de plano de trabalho e relatório de gestão por parte dos municípios para que possam receber os valores, mudança que busca dar mais controle sobre o destino do dinheiro público em um período eleitoral sensível. Agência Minas Gerais
Expectativa para os próximos meses
Com a votação marcada para outubro e o segundo turno previsto para 25 de outubro em caso de necessidade, os próximos meses devem ser de intensa movimentação política em Minas Gerais. A disputa pelo governo estadual reúne nomes com forte capital político acumulado em cargos federais e estaduais, o que deve tornar a campanha uma das mais concorridas do país neste ciclo eleitoral.
Para o eleitor mineiro, o período que se aproxima é também de atenção redobrada às propostas de cada candidato, especialmente diante da transição já ocorrida no comando do Executivo estadual. Acompanhar o andamento das convenções, o uso do horário eleitoral gratuito e o comportamento dos parlamentares que buscam reeleição na Assembleia ajuda o cidadão a formar uma opinião mais informada antes de ir às urnas em 4 de outubro.
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