Quem são os pré-candidatos ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez Política
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Com a saída do governador Romeu Zema da disputa estadual para tentar a corrida presidencial, Minas Gerais vive um dos processos sucessórios mais movimentados dos últimos anos. A pergunta que mobiliza o eleitorado mineiro já é direta: quem vai ocupar o Palácio Tiradentes a partir de 2027? Embora as convenções partidárias só definam candidaturas oficiais nas próximas semanas, o tabuleiro já começou a se desenhar, com nomes de diferentes campos políticos testando força nas pesquisas.

Os nomes que disputam o comando do estado

Entre os pré-candidatos mais citados estão o senador Cleitinho, do Republicanos, o vice-governador Mateus Simões, do PSD, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, do PDT, o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior, do PSB, o ex-presidente da Câmara Municipal de BH Gabriel Azevedo, do MDB, e o pré-candidato Ben Mendes, conhecido por seu trabalho de comunicação digital sobre direitos do consumidor. Cleitinho desponta como o nome mais forte do campo da direita, embora ainda não tenha o apoio formal do PL, legenda de Jair e Flávio Bolsonaro, considerado peça-chave para consolidar uma candidatura competitiva nesse espectro.

Do lado ligado ao governo Lula, o cenário segue mais indefinido. O senador Rodrigo Pacheco chegou a ser cotado como o principal nome lulista no estado, mas anunciou que não disputará o governo mineiro, alegando falta de uma frente ampla capaz de sustentar sua candidatura. Com isso, o PSB reorganizou sua estratégia em torno de Jarbas Soares Júnior, enquanto o PT segue sem indicar candidatura própria, na expectativa de apoiar um nome com força eleitoral suficiente para servir de palanque à reeleição do presidente Lula em Minas Gerais.

Como as pesquisas eleitorais retratam a disputa até aqui

Levantamentos divulgados ao longo do primeiro semestre de 2026 mostram Cleitinho na liderança em praticamente todos os cenários testados, com vantagem expressiva sobre os demais nomes, inclusive em simulações de segundo turno. Quando o senador não entra no cenário hipotético, Alexandre Kalil aparece na primeira posição, o que reforça a força do ex-prefeito junto ao eleitorado da capital e da região metropolitana. Institutos como Real Time Big Data, DataTempo, Atlas e Quaest têm acompanhado a corrida de perto, e a margem de erro reportada nessas pesquisas costuma ficar em torno de dois pontos percentuais.

Vale reforçar que pesquisas de intenção de voto são uma fotografia do momento, sujeita a mudanças conforme o cenário eleitoral se consolida, as candidaturas se tornam oficiais e o horário eleitoral gratuito entra no ar. A disputa pelo Senado também está em jogo, já que Minas Gerais renovará duas cadeiras na eleição de outubro, com Marília Campos, do PT, aparecendo entre os nomes mais citados nos cenários já testados para uma das vagas.

Por que Minas Gerais pesa também na disputa nacional

Minas tem o segundo maior colégio eleitoral do país, o que faz da eleição estadual um verdadeiro termômetro para a disputa presidencial. Tanto o campo de Lula quanto o de Flávio Bolsonaro monitoram de perto quem vai montar palanque no estado, já que o resultado mineiro costuma influenciar diretamente o desempenho presidencial na região. Por isso, a definição das candidaturas em Minas Gerais deve ganhar ainda mais força política nos próximos meses, à medida que os partidos avancem em suas convenções e o quadro eleitoral se torne mais claro para o eleitor.

Fontes: Metrópoles | JOTA | Wikipédia — Eleições estaduais em Minas Gerais em 2026